Para uma boa educação é melhor ser rico em país pobre ou pobre em país rico? 

Avaliamos esta questão e descobrimos o que já sabemos: o Brasil precisa de reformas.

Para uma boa educação é melhor ser rico em país pobre ou pobre em país rico? 

Avaliamos esta questão e descobrimos o que já sabemos: o Brasil precisa de reformas.

Fala-se muito em educação. É realmente a melhor forma de inclusão social que se sustenta, pois passa pela educação o aumento da produtividade de uma nação. Mas como fazer com que a educação possa melhorar?

Estudantes com as melhores notas tendem a ser trabalhadores mais produtivos e, consequentemente, ter um salário melhor. No entanto, qual o fator determinante para um aluno obter melhores notas? Para além de fatos internos à própria educação, como modelos educacionais.

Alunos com pais ricos têm melhores notas pois desfrutam dos melhores recursos educacionais? Ou será que alunos que nascem em países ricos têm o governo como fornecedor de escolas superiores? É melhor ser um aluno rico em país pobre ou um aluno pobre em país rico?

Um estudo da Universidade de Harvard estimou notas de alunos no exame internacional de matemática e ciência para responder essas perguntas. Eles concluíram que diferenças no PIB são mais importantes do que lacunas na renda familiar.

O estudo mostra que os 10% mais ricos no Brasil tendem a tirar notas mais baixas que os 10% mais pobres que diversos países, como EUA, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e até Rússia.

Além disso, o estudo mostra que as elites de países mais desiguais tendem a educar seus filhos nas melhores escolas privadas. Por outro lado, em países com menos desigualdade, como a Croácia, alunos ricos e pobres frequentam as mesmas escolas e têm notas mais similares.

A única forma do Brasil crescer de forma sustentável é com as reformas. A reforma tributária tende a aumentar a renda média dos brasileiros e suas produtividades em cerca de 20% no longo prazo e reduzirá enormes desigualdades na tributação do consumo.

A reforma administrativa cortará gastos ineficientes e vai ajudar a controlar as despesas e a crescente dívida pública no longo prazo. A reforma da previdência estancou o problema por mais alguns anos. Temos de acabar com reservas de mercado e privatizar.

A abertura econômica também é importante para conectar o Brasil com o resto do mundo. Precisamos continuar a desburocratizar para que seja mais fácil empreender. Depois de todas estas reformas virão os bons efeitos colaterais. Melhora-se a economia, de quebra se ganhar a melhora da educação no longo prazo.

Quem deseja um país mais igual e com melhor educação, deve querer o capitalismo, o respeito à propriedade, o livre mercado e um Estado mais enxuto. Ao contrário daqueles que colocam a igualdade como objetivo meio e fim. Sociedades mais livres tornam-se mais iguais, não o inverso.

Assim se forma uma sociedade mais igual e desenvolvida, em que todos têm uma boa educação. O Brasil precisa se desenvolver. Em países mais desenvolvidos a tendência é que todos saiam de patamares mais parecidos e cheguem mais longe.

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