O perigo dos juros baixos

Copom decide manter os juros baixos e Selic fica na mínima histórica de 2%.

O Copom (Comitê de Política Monetária) acaba de decidir manter os juros baixos e a Selic fica na mínima histórica de 2%. Há quem diga que é hora de subir os juros e quem defenda que ainda não. O que isso tem a ver com o preço do arroz e outros produtos que estão encarecendo cada dia? 

O Brasil vinha cortando juros, alinhado à tendência mundial. Diversos países desenvolvidos passam pelo mesmo fenômeno e chegam até a ter juros negativos. Com a economia estabilizada, taxas de juros baixas incentivam maior crédito e investimentos nos mercados de capitais.

No entanto, com a pandemia, o desaquecimento econômico foi grande e a redução da taxa de juros pelo Copom se manteve de modo a estimular a retomada. A despeito da sinalização de economistas de que isso também manteria o dólar nas alturas, que nos traz à atual situação.

Com a volta da atividade econômica, a baixa taxa de juros e grande alta do câmbio, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) volta a ligar o sinal amarelo para essa política monetária do Banco Central. Dólar alto encarece os produtos no mercado interno, já que a exportação fica favorecida.

A interrupção abrupta da produção com a pandemia causou a dessincronização da demanda e oferta, em parte causado pelo #FiqueEmCasa, e fez com que, neste momento, o consumo tenha retomado. No entanto, não há capacidade suficiente de produção, o que ocorre em todo o mundo.

O nível de utilização da capacidade instalada é dado pela relação entre o volume produzido pela indústria e o que poderia ser produzido. Nós tivemos uma redução do 1T/20 para o 2T/20 de cerca de 10%. De março para abril houve queda da utilização de 12%.

O IPCA-15 de outubro foi de 0,9%, maior alta do mês desde 1995 e bem acima do esperado pelo mercado. O que mais puxou a alta foram alimentos e bebidas, que são sensíveis ao dólar e tiveram um aumento considerável da demanda. Seguidos de transporte e residência.

Muitos economistas já alertaram para o perigo do juro baixo para um país que tem um histórico perigoso de inflação, como é o Brasil. Especialistas têm sugerido aumento da taxa SELIC. O que coloca um freio na demanda e também ajuda a estancar a saída de investimentos BR.

A taxa de juros de curto prazo baixa faz com que a taxa de longo prazo (expectativa para o futuro) se eleve. Fazendo com que empréstimos a longo prazo tenham custo mais alto, como a rolagem da dívida pública. Com o gasto da pandemia chegaremos a 100% na relação dívida/PIB.

Juros baixos não remuneram o risco de investir aqui e os investimentos saem. Por isso precisamos de reformas, elas permitem que tenhamos juros baixos por mais tempo, já que ajudam a reduzir riscos fiscais (calote, no limite) e trazem maior competitividade para a economia.

A possibilidade de aumento da taxa de juros neste momento sinaliza que devemos continuar o curso das reformas. Precisamos da reforma tributária, administrativa e privatizações, além de novos marcos como o de óleo e gás. Não teremos taxas baixas duradouras sem as reformas.

  

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