Esporte é inclusão social: de valores olímpicos a oportunidades de vida

A prática esportiva é muito mais do que a atividade física propriamente dita. Para além da melhora na qualidade de saúde, o esporte se torna uma verdadeira escola na vida dos praticantes: ensina valores e disciplina. É um meio de aprender a ganhar e perder, ter garra, resistência e vontade de continuar. Em tempos olímpicos, ao vibrar com as conquistas dos atletas brasileiros, fica ainda mais claro o potencial do esporte como elemento de inclusão social.

Foi noticiado que a própria região de Campinas está sendo representada por mais de vinte atletas nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Os competidores, entre nomes que nasceram, começaram a carreira, treinam ou jogam nas cidades da região, estão distribuídos em diversas modalidades, como atletismo, futebol, vôlei, handebol, natação e outros. É ótimo saber que essa representação regional existe, mas quando vi a notícia, não pude deixar de pensar que poderíamos ter ainda mais atletas. Seriam mais pessoas aprendendo e propagando os valores do esporte, sendo incluídas e nos inspirando.

Pensemos na diferença que o esporte faria ao ser inserido na vida de mais crianças e jovens. É sabido que a prática esportiva contribui para o desenvolvimento motor e cognitivo dos indivíduos. Quando bem orientados, os exercícios funcionam como modo de aprender a ter mais empatia e respeito. Podem ajudar no pensamento estratégico, na interação social e na colaboração em grupo. Tudo isso, forma indivíduos mais conscientes de si, fortalece a autoestima e promove inclusão social. As oportunidades abertas pelo esporte, em alguns casos, são para toda a vida.

A curiosa história do Barão de Coubertin (1863-1937), conhecido como fundador dos Jogos Olímpicos na Era Moderna, relaciona exatamente o emprego do esporte na educação de jovens e crianças, uma vez que o próprio Barão de Coubertin foi um pedagogo. Além de pedagogo, Coubertin era historiador e acredita-se que foi ele quem teve a ideia de reiniciar os Jogos Olímpicos no final do século XIX. Após ter idealizado uma competição internacional para promover o atletismo, Coubertin teria se inspirado no crescente interesse em torno dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, alimentado pelas descobertas arqueológicas contemporâneas nas ruínas da cidade de Olímpia, na Grécia.

Assim, com o intuito de fomentar a importância das atividades físicas na maneira de educar crianças e jovens, a competição olímpica se firmou como parte de nosso imaginário. Surgiu também o olimpismo, uma filosofia que exalta e combina, de forma equilibrada, as qualidades do corpo e da mente a fim de promover um estilo de vida baseado no respeito a princípios éticos.

Os ditos valores olímpicos, parecem ser palavras do nosso dia a dia, mas ganham um significado ainda maior para os praticantes de esportes. Ao todo, são sete valores, sendo três olímpicos (excelência, amizade e respeito) e quatro paraolímpicos (coragem, determinação, igualdade e inspiração).

Eu fui criado com esses valores e tento transmiti-los também aos meus filhos. Na vida pessoal, sempre gostei de praticar esportes e acredito fortemente em seu potencial transformador. Aqui em Campinas, eu colaboro mensalmente com iniciativas voltadas para o basquetebol, especialmente com o Campinas Basquete Clube, que conheço desde o início de suas atividades. Na Câmara dos Deputados, eu participo da Frente Parlamentar em Defesa do Esporte e vejo o incentivo à prática esportiva como uma saída para promover o que chamo de inclusão social produtiva sustentável.

A inclusão social produtiva ocorre quando as pessoas são inseridas na economia, com condições de trabalhar e de desenvolver as suas potencialidades. Essa inclusão é também sustentável quando as pessoas passam a ter condições de gerar riqueza por meio de sua própria força de trabalho. Para incluir, é preciso gerar oportunidades e o incentivo aos esportes é um belo meio de incluir. O esporte pode entrar na vida das pessoas, revelar talentos e se tornar até mesmo uma opção profissional.

Os benefícios do esporte estão claros, por isso precisamos incentivar cada vez mais a prática esportiva, com todos os seus valores e potencial inclusivo. O incentivo poderia partir de políticas públicas pensadas no âmbito da educação, por meio de programas desenvolvidos em parceria com agentes privados e pela própria boa vontade na ação de cada um que escolhe essa causa, vive os valores do esporte e espera ter ainda mais atletas brasileiros por quem torcer nas próximas Olimpíadas.



Alexis Fonteyne

Natural de Campinas, engenheiro, empresário e deputado federal do partido NOVO, por São Paulo.

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